30 de abril de 2011

algo assim

Sentir que nada vai mudar, sentir que somos iguais, a todos os outros, sentir que não somos como queremos.
ainda ontem disses-te que para ti era igual, vi o quão sincero estavas a ser, os teus olhos reflectiam tristeza, angustia, dor. por momentos comecei a pensar que tudo não tinha passado de uma luz, que se apagou. nas tuas palavras consegui ver que ao contrário do que dizias precisavas de mim. olhei apenas com as lágrimas nos olhos, pronta para tudo, para enfrentar qualquer tipo de palavras que da tua boca sairiam.
« eu sei que se te disser isto nunca mais vais querer falar comigo», disseste. Retorqui e disse que isso seria impossivél pois, nunca deixaria de falar contigo, aconteça o que acontecer.
« para mim tu és igual a "ela", significas o mesmo», parei, olhei e pensei, disse que já sabia, mentira claro! não fazia a mínima ideia de que aquilo seria verdade mas, disseste-o com tal convicção que não podia esconder que aquilo fosse verdade, e era.
senti que estava ali a mais, senti que deveria desaparecer pois só arranja problemas entre vocês mas, o pior é que eu não queria ir ! queria ficar ali, para sempre.
começo a detestar-me cada vez mais com o passar do tempo, e sabes que a culpa de tudo isto é minha, tu próprio o disseste, se eu não existisse tu nunca a terias conhecido, se não me conhecesses nada disto seria assim.
é por gostar tanto de ti que aquelas palavras me magoaram, e muito, porque nunca me tinhas dito algo tão difícil de ouvir. por fora estava bem, por dentro estava simplesmente derramada em lágrimas, tentei escondê-lo dizendo apenas o que querias ouvir e não o que estava a sentir naquele momento. prometi que não ia deixar de falar contigo, e nunca vou deixar, mesmo sabendo o que sei hoje, porque eu preciso muito de ti, e não era por algo assim que te deixaria ir, por ai sozinho, nunca.

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