Confesso que foi algo diferente, algo que me espantou.
Depois de tudo isto, de tantas lutas e desilusões, tu acreditas.
Depois de tudo o que passou, ainda acreditas que possa voltar. Pois eu não sei, não estou assim tão confiante.
Fiquei feliz ao ouvir palavras que nunca julguei ouvir da tua boca. Fiquei feliz por tudo o que insististe em explicar.
Claro que já não é como antes, eu pensava que éramos meros conhecidos, enganei-me, somos amigos, amigos? é triste dizê-lo pois, já fomos bem mais que isso.
Confesso que cresci um bocadinho, aprendi contigo, ensinaste-me algo impossível de esquecer. A culpa. Culpa de algo que não faz sentido algum mas que a nosso ver era algo normal, algo que não mudava.
Posso ter cometido muitos erros na vida mas, desta vez eu acertei, ganhei, conheci a verdadeira pessoa que és.
Ao inicio achei completamente estúpido estares-me a pedir algo assim mas, compreendi que ao fazê-lo estava a provar que realmente gosto de ti. E agora? agora eu já não te tenho, tudo por aquilo, e sabes perfeitamente que a culpa não foi minha.
Fiquei tão espantada ao ouvir aquelas palavras, e pedi: " o quê ? o que dixeste antes ?", repetiste, fiquei pensativa por uns instantes e mesmo sem compreender perguntei: " então és meu amigo?", retorquíste dizendo que não. Custou tanto ouvir aquilo, mas ao mesmo tempo fiquei a saber que afinal não sou assim tão fácil de esquecer.
Será que um dia, vamos voltar a ser como antes? eu queria, mas afinal, a luz não permite.
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